-Dor Muscular Tardia (ou DTM)-, leia o artigo da fisioterapeuta Clarissa Navarro


Fisioterapeuta Clarissa Navarro Ferreira – Especialista em Fisioterapia do Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP)


DOR MUSCULAR TARDIA (ou DTM)

 

 Por Clarissa Navarro

 

Qual atleta que nunca foi acometido por dores musculares, principalmente quando participam de alguma competição? Há dois tipos de dores musculares freqüentes relacionadas ao exercício: a Dor Aguda e a conhecida DMT, ou seja, Dor Muscular Tardia.

A Dor Aguda ocorre durante ou logo após o exercício físico. Esta dor apresenta sinais de fadiga e representa a conseqüência da produção de substâncias químicas decorrentes do exercício. Essas substâncias são eliminadas dentro da primeira hora de repouso.

Já a DMT, que também é um fenômeno freqüente no esporte, pode acometer qualquer pessoa e qualquer tipo de músculo esquelético. Geralmente essa dor é desencadeada após uma grande modificação do treino ou no reinício de um treinamento, após um longo período sem praticar exercícios ou após uma competição, quando o normalmente leva seu corpo ao limite.

A DMT é caracterizada por um tipo de dor que aumenta progressivamente nas 24 horas após a atividade física, com maior sintoma doloroso entre 24h e 72h após o exercício. Os sintomas incluem dor ao toque, amplitude de movimento diminuída, déficit na flexibilidade e diminuição de força muscular.

A dor é tipicamente notada inicialmente na porção distal do músculo próximo à junção miotendínea. Os sintomas podem continuar por cinco a 10 dias e podem até incapacitar temporariamente a pessoa para a prática de outras atividades físicas.

A quantidade e a intensidade dos sintomas estão relacionadas ao nível de treinamento. Nessa fase é comum termos a sensação de inchaço, tensão muscular aumentada, dificuldades para iniciar alguns movimentos, alongamento ou até dificuldade de realizar algum tipo de treino por completo.

A recuperação da DMT deve ser feita com a diminuição da prática de exercícios vigorosos. Para não perder o ritmo de treino, por exemplo, o atleta pode substituir a atividade praticada e fazer coisas mais leves, como atividades na piscina, por exemplo.

Além disso, deve ser realizado alongamento leve, massagens leves, uso de analgésico e/ou antiinflamatório (com prescrição médica), além de aquecimento e desaquecimento nas atividades físicas. O gelo também é recomendado. Este deve ser usado de três a quatro vezes por dia durante 20 minutos.

 

Fisioterapeuta Clarissa Navarro Ferreira – Especialista em Fisioterapia do Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP)






Publicada em : 27/09/2012, por Paulão



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